Polí­tica
Reuters - A Popularidade de Bolsonaro Salta à Medida Que a Economia e a Segurança Crescem
27/01/2020 11:13

O índice de aprovação do presidente Jair Bolsonaro subiu, graças à melhoria da economia e aos esforços de seu governo para combater a corrupção e tornar as cidades brasileiras mais seguras, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

A pesquisa da CNT / MDA mostrou que os brasileiros estão mais preocupados com economia, empregos e segurança pública do que controvérsias que cercam Bolsonaro, que teve que demitir seu secretário de cultura na semana passada por copiar o chefe de propaganda nazista Goebbels em um discurso.

O índice de aprovação pessoal de Bolsonaro saltou em agosto, enquanto o número daqueles que desaprovam a forma como ele está governando o Brasil caiu.

As áreas em que seu governo é considerado como tendo um bom desempenho incluem o combate à corrupção, impulsionando a economia e a segurança pública, enquanto isso é visto como insuficiente em saúde, educação e meio ambiente, segundo a pesquisa.

Embora a próxima eleição presidencial seja somente em 2022, se a votação fosse realizada hoje, Bolsonaro teria uma sólida liderança sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a pesquisa, apoiado por 29,1% dos pesquisados, contra 17,0% do líder de popular de esquerda.

“Essa pesquisa é muito boa para Bolsonaro”, disse Lucas de Aragão, sócio da consultoria ARKO Advice de Brasília.

O crescimento econômico deverá mais do que dobrar seu ritmo para 2,3% este ano, há um declínio constante no desemprego e uma queda significativa na maior taxa de homicídios do mundo, disse ele.

"Os brasileiros estão muito mais preocupados com segurança pública, emprego, inflação e economia real do que com questões como o nazismo", disse Aragão. “Se a economia continuar se expandindo, sua popularidade aumentará ainda mais.”

Encomendada pelo lobby do setor de transportes CNT, a pesquisa foi realizada pelo MDA e entrevistou 2.002 pessoas de 15 a 18 de janeiro. Possui uma margem de erro de mais ou menos 2,2 pontos percentuais.

 

Haroldo de Sousa

 

Fonte: REUTERS

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