Polí­tica
Eleições 2020 – Santo Ângelo e a Esquina Democrática
05/05/2020 14:37

EDITORIAL

Como verdadeira figura de linguagem, o cruzamento da Avenida Brasil com a Rua Marquês do Herval, conhecido como Esquina Democrática, nos remete ao iminente pleito eleitoral do corrente ano, quando a população santo-angelence estará engajada na eleição para prefeito e vereadores.

Assim como a famosa Esquina Democrática nos possibilita, ao menos, quatro rumos a tomar, as articulações políticas para o embate eleitoral de 2020 já distinguem dois rumos bem definidos e antagônicos a serem escolhidos pelos eleitores missioneiros.

Com duas candidaturas já absolutamente definidas (Jaques Barbosa x Nivio Braz,), Santo Ângelo encontra-se numa “esquina democrática”. Um momento extraordinário, no qual pode dar um virada para uma nova estrada ou escolher permanecer no caminho que já vem trilhando.

O primeiro rumo proposto é a continuidade de tudo que sempre vivemos e a maneira de administrar aplicada nas últimas décadas e que tem deixado a grande Capital Missioneira para trás, em comparação ao desenvolvimento pelo qual vêm passando os municípios circunvizinhos.

O segundo rumo proposto é dar uma guinada “à direita” e adentrar ao novo modelo de gestão da coisa pública, no qual as velhas negociatas e a busca do poder pelo poder não tem lugar. Onde o ideal de servir de instrumento dos anseios da sociedade e de construir um grande nação para os nossos descendentes são maiores que a obstinação de chegar ao poder a qualquer preço, “vendendo” princípios inegociáveis.

Além dos dois pré-candidatos já definidos, a corrida eleitoral missioneira trás outros, até o momento, coadjuvantes que se encontram em meio a negociações e disputas partidárias internas para comporem “novas” chapas que de novo nada têm, pois são os mesmos atores da velha política que nos conduziram até aqui. Se é que estamos sendo “conduzidos” para algum lugar.

A duplicidade de caminhos também pode ser definida como a escolha entre aquilo que está desmoronando, e aquilo que está em construção acelerada. Sim, pois apenas uma das opções, dentre as já definidas e as que estão a se definir é aquela que está em construção e aponta um novo caminho para o povo missioneiro e para o Brasil.

No mais, o que vemos Brasil a fora (E não é diferente em Santo Ângelo) é o desmoronamento das grandes organizações políticas que dominavam nossa nação, há décadas. Como, por exemplo, o MDB que sempre deu legalidade a todos os desmandos nacionais e locais, sendo uma legenda “disponível” à todos que chegassem ao poder. Este anteriormente grande partido encontra-se em verdadeiro abalo, com divisões internas e o abandono da sigla por nomes de significativo peso na história da mesma.

Em nossa querida Capital Missioneira a sigla perdeu um dos fundadores do partido na cidade, o qual se encontra sem partido definido, mas em busca de um sigla pela qual venha a concorrer ao cargo majoritário. Tal personagem revelou em entrevistas à rádios locais seu grande descontentamento com o comportamento de seus ex-correligionários.

Além da sigla já citada, também o PDT sofreu nos últimos dias um terremoto interno com a saída de um nome que, não obstante integrar a velha política, goza de relativa simpatia de parte do eleitorado. Este também saiu atirando e revelou ter sido traído por seus, até então, companheiros.

Em contrapartida a toda essa convulsão da velha política local, a candidatura dos aliancistas segue intacta, definida e segura de que não pode participar das negociatas locais, assim como Bolsonaro não cedeu ao sistema.

Os bolsonaristas não aditem negociar e nem comprometer um possível governo que lhes venha a ser confiado pela população santo-angelense. Sua proposta é oferecer aos munícipes um governo independente, disponibilizar nomes com currículo, capacidade técnica e história ilibada. Isso, na contramão da velha política de fatiamento do governo, com “venda” de cargos de confiança a cabos eleitorais e a compra de votos da população necessitada, especialmente através da utilização da máquina pública.

Portanto, uma esquina democrática está posta ante a população do município de Santo Ângelo que deverá escolher no dia 4 de outubro o seu futuro prefeito e os legisladores para o período de 2021 a 2024. Cabe aos cidadãos da capital missioneira a decisão de continuar como está ou seguir em frente por um “novo caminho à direita” nas eleições de 2020.

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